Dispositivos vestíveis, como smartwatches, agora monitoram saúde avançada, incluindo ECG e arritmias, permitindo que usuários gerenciem sua saúde ativamente. Especialistas destacam seu potencial transformador no cuidado pessoal.

A tecnologia vestível, como smartwatches, evoluiu além do simples monitoramento de passos e calorias. Dispositivos como o Apple Watch e o Galaxy Watch agora possuem funcionalidades avançadas, como eletrocardiograma (ECG) e detecção de arritmias, permitindo que os usuários se tornem protagonistas na gestão de sua saúde. Essa transformação é evidenciada por casos como o do engenheiro civil Guilherme Rabello, que, ao receber um alerta de arritmia de seu smartwatch, conseguiu buscar atendimento médico rapidamente, evitando complicações maiores.
Os dispositivos vestíveis monitoram diversos parâmetros de saúde, como frequência cardíaca e pressão arterial, e permitem o compartilhamento dessas informações com profissionais de saúde. Ben-Hur Ferraz Neto, diretor do Instituto do Fígado Américas, destaca que esses acessórios revolucionaram o cuidado com a saúde, tornando-se aliados na prevenção e no tratamento. A popularização de tecnologias como a Fitbit e o Apple Watch, que começaram com funções básicas, agora inclui recursos avançados que ajudam na detecção precoce de problemas de saúde.
O cardiologista Diandro Mota, assessor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, ressalta que a análise de dados coletados por esses dispositivos pode fornecer informações relevantes sobre a saúde mental e física dos pacientes. A precisão dos recursos de monitoramento cardíaco é amplamente reconhecida, e o American College of Cardiology já orientou médicos sobre como utilizar essas tecnologias de forma eficaz no acompanhamento de pacientes.
Atualmente, cinco softwares para smartwatches estão aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para monitorar pressão arterial e ECG, além de três dispositivos para detecção de apneia do sono. Apesar de avanços, a Anvisa ainda não recomenda o uso de dispositivos para medir glicemia e oximetria, devido à falta de evidências robustas sobre sua eficácia. Estudos em andamento indicam que a tecnologia vestível pode reduzir internações por insuficiência cardíaca, embora ainda não haja comprovação definitiva.
Esses dispositivos têm o potencial de engajar os usuários em suas jornadas de saúde, incentivando hábitos saudáveis, como a prática de exercícios e o monitoramento do sono. Tadeu da Ponte, empresário que utiliza tecnologia vestível há anos, relata como seu smartwatch o ajudou a identificar arritmias e a melhorar a qualidade do sono, mostrando que esses acessórios podem ser ferramentas valiosas para a saúde e bem-estar.
Embora os benefícios sejam claros, é importante lembrar que a tecnologia não substitui consultas médicas regulares. O acesso a esses dispositivos ainda pode ser um desafio devido ao custo, que varia de R$ 2.700 a R$ 7.600. No entanto, a tendência é que a concorrência aumente, tornando a tecnologia mais acessível. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam o acesso a essas tecnologias, ajudando a transformar a saúde de muitos.

Hospital São Luiz Itaim adota inteligência artificial para otimizar a estimulação cerebral profunda em pacientes com Parkinson, melhorando a qualidade de vida e personalizando tratamentos.

A Fiocruz e a Hemobrás firmaram uma parceria para desenvolver um teste molecular que detectará hepatite A e Parvovírus B19 no plasma humano, com entrega prevista em doze meses. Essa iniciativa visa aumentar a biossegurança na produção de hemoderivados no Brasil, garantindo a qualidade dos medicamentos essenciais para diversas condições de saúde.

Medicamentos comuns podem aumentar a sensibilidade da pele ao sol, elevando o risco de reações adversas e câncer de pele. É crucial que os usuários desses fármacos adotem precauções rigorosas.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) participou da abertura do 29º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, abordando o aumento alarmante de casos da doença e a necessidade de ações efetivas. O evento, que contou com a presença de mais de 40 instituições de saúde, destacou a urgência em combater a obesidade e melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento, com projeções que indicam que o número de brasileiros com diabetes tipo 2 pode saltar de 16 milhões para 24 milhões até 2050.

Estudo da Universidade de São Paulo (USP) revela que aumentar séries em exercícios de força melhora a massa muscular em idosos, com 80% dos não-responsivos apresentando ganhos significativos.

A incidência de câncer de mama em mulheres jovens, especialmente abaixo de 40 anos, tem crescido alarmantemente, com diagnósticos frequentemente tardios devido à falta de rastreamento adequado. Fatores como obesidade, sedentarismo e poluição estão entre as causas. Além disso, é crucial discutir a preservação da fertilidade durante o tratamento, pois a quimioterapia pode impactar a capacidade de engravidar. Oncologistas devem abordar essas questões para garantir um cuidado integral e respeitar os desejos das pacientes.