Pesquisadores estão usando tubarões mako como sensores móveis para coletar dados marinhos e aprimorar a previsão de furacões no Atlântico, em resposta à redução de recursos da NOAA. Essa abordagem inovadora visa melhorar a coleta de dados essenciais para prever a intensidade e o trajeto das tempestades, garantindo o bem-estar dos animais envolvidos.

Pesquisadores estão inovando ao utilizar tubarões mako como sensores móveis para monitorar o oceano e auxiliar na previsão de furacões no Atlântico. Esses tubarões, equipados com sensores nas nadadeiras dorsais, coletam dados sobre temperatura e outras condições marinhas enquanto nadam. Essa abordagem surge em um momento crítico, em que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) enfrenta cortes de recursos e equipe, o que pode comprometer sua capacidade de previsão de tempestades.
Embora os tubarões não substituam os meteorologistas humanos, eles oferecem dados adicionais que são essenciais para aprimorar os modelos de previsão de furacões. O oceano é vasto e muitas áreas são inacessíveis para observações diretas. Equipar animais que já habitam essas águas com sensores transforma-os em "sensores oceânicos", permitindo a coleta contínua de dados enquanto se movem.
A formação de furacões ocorre quando a atmosfera absorve calor da água do mar, fazendo o ar subir e formando nuvens que geram chuvas intensas. A medição da temperatura da água em diferentes profundidades é crucial para prever a força e o trajeto das tempestades. No entanto, satélites não conseguem monitorar áreas abaixo da superfície, onde bolsas de água fria podem enfraquecer as tempestades.
As ferramentas tradicionais, como robôs flutuantes e planadores, são lentas e custosas, criando lacunas de dados em regiões propensas a furacões. Animais como focas e narvais já foram utilizados como sentinelas oceânicas em outras partes do mundo, mas agora os pesquisadores estão focando nos tubarões devido à sua velocidade e capacidade de permanecer ativos por períodos mais longos.
Em maio deste ano, a equipe de pesquisa começou a capturar tubarões mako na costa de São Paulo, utilizando iscas para atraí-los. Sensores de temperatura, salinidade e profundidade foram instalados nas nadadeiras dos tubarões, permitindo que os dados fossem transmitidos por satélite sempre que os animais se aproximassem da superfície. O objetivo é integrar o monitoramento via tubarões com outros métodos para melhorar a previsão de furacões.
Embora a sobrepesca tenha colocado várias espécies de tubarões em risco, os pesquisadores garantem que os sensores não causam danos significativos aos animais. O projeto é visto como uma "grande prova de conceito", com foco em minimizar o impacto nas nadadeiras dos tubarões. Com a coleta de mais dados, espera-se aprimorar os modelos de previsão de furacões, incorporando informações de novos tubarões, como o tubarão branco e o tubarão-baleia. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a preservação dessas espécies e a melhoria das previsões climáticas.

A COP30 em Belém enfrenta uma crise de hospedagem, com preços subindo até 900%, o que pode excluir vozes essenciais do debate climático e impactar a imagem do Brasil. A situação levanta preocupações sobre práticas abusivas no mercado.

Uma operação de fiscalização em Ceilândia e São Sebastião apreendeu 34 aves silvestres em cativeiro clandestino e materiais de pesca predatória, resultando na autuação do responsável por crime ambiental. A ação visa proteger a fauna e flora do Cerrado.

O inverno de 2025 traz temperaturas de 3 °C a 5 °C mais baixas em São Paulo, aumentando a demanda por energia e medicamentos, e impactando saúde, agronegócio e turismo. O meteorologista Guilherme Martins, da Nottus, destaca que a mudança climática gera consequências econômicas, com um aumento de 107% nos casos de gripe em 2024. O setor de saúde enfrenta pressão, enquanto a demanda por energia elétrica e gás natural cresce. O agronegócio apresenta um cenário misto, e o varejo se beneficia com vendas de produtos de inverno. O turismo também é afetado, com migração de turistas para regiões mais quentes.

Cetesb multou em R$ 370 mil duas empresas após derramamento de corante no Parque Botânico Tulipas, em Jundiaí, que resultou na morte de peixes e coloração de animais. O caso é investigado pelo Ministério Público.

Pesquisadores da Universidade de Michigan revelam que apenas 20 a 30 minutos em áreas verdes, três vezes por semana, podem reduzir estresse e melhorar a saúde imunológica. A prática simples e acessível transforma a saúde mental e física.

Em 2023, as emissões da produção de roupas aumentaram 7,5%, totalizando 944 milhões de toneladas, devido ao uso crescente de poliéster virgem, intensificando a crise ambiental. O poliéster, fibra sintética barata, é responsável por significativas emissões de CO2 e contaminação por microplásticos, além de ser não biodegradável, contribuindo para o acúmulo de resíduos. A reciclagem é complexa e limitada, enquanto a indústria investe pouco em alternativas sustentáveis.