Vitor Fadul, cantor autista, compartilha sua jornada de autoconhecimento e conscientização sobre o TEA. Ele destaca a importância do diagnóstico e o apoio do marido, Leandro Karnal, na sua vida e carreira.

Cantor e compositor, Vitor Fadul, diagnosticado com autismo aos 25 anos, compartilha sua experiência de autoconhecimento e a importância do diagnóstico em sua vida e carreira. Em entrevista, ele detalha como a descoberta do transtorno do espectro autista (TEA) impactou sua trajetória e como utiliza sua visibilidade para promover a conscientização sobre o tema.
Desde a infância, Vitor sentia que era diferente, mas hesitava em buscar respostas. Ele relata: “Tentei me encaixar e agir como ‘normal’, mas sempre me senti o ‘estranho no ninho’.” A mudança ocorreu aos 24 anos, quando leu um livro sobre personalidades neurodivergentes e começou a investigar suas características. Após testes, recebeu o diagnóstico em 2021, o que trouxe clareza sobre sua vida.
O diagnóstico de autismo nível 1 foi um divisor de águas. Vitor afirma que, ao ouvir a confirmação do médico, “tudo começou a fazer sentido”. Ele percebeu que sempre teve uma forma particular de funcionar, mesmo sem saber que era autista. O apoio de seu marido, o historiador Leandro Karnal, foi fundamental nesse processo. Leandro se dedicou a entender o TEA e esteve presente nas consultas, fortalecendo ainda mais o relacionamento do casal.
Vitor destaca que o diagnóstico não apenas o aliviou, mas também o uniu a Leandro. “Quando o resultado veio, nós dois choramos abraçados de alívio. O amor dele por mim não mudou.” Ele agora se sente livre para ser autêntico, sem medo de julgamentos, e reconhece que suas particularidades são compreendidas por Leandro, criando um laço mais forte entre eles.
Apesar do alívio, Vitor enfrenta desafios diários. Ele menciona a dificuldade em lidar com mudanças inesperadas e a necessidade de rotina. “Mudanças podem me desestabilizar. Meu cérebro é programado de forma diferente”, explica. Para contornar essas dificuldades, ele organiza sua rotina e comunica suas preferências a pessoas próximas, permitindo-se tirar pausas quando necessário.
A música é uma parte central da vida de Vitor, influenciada por sua percepção única do mundo. Em 2023, ele lançou o álbum “Panapaná”, que reflete sua jornada de autoconhecimento. Vitor acredita que sua criatividade e autismo andam juntos, e ele se orgulha de fazer parte do espectro autista. “Nossas mentes diversas tornam o mundo mais rico”, conclui. A união em torno de causas como essa pode transformar realidades e apoiar aqueles que buscam se entender melhor.

Brasília celebrou 28 anos de respeito ao pedestre, com redução de 69% nas mortes por atropelamento. A cultura de respeito à faixa foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial.

O Programa Água Doce entrega 44 sistemas de dessalinização em Pernambuco, beneficiando mais de 14 mil pessoas em cinco municípios, totalizando 1.097 sistemas no semiárido.

Os pagamentos do Bolsa Família de maio de 2025 iniciam hoje, 19, e vão até 30 de maio, seguindo um cronograma baseado no final do NIS dos beneficiários. A Caixa Econômica Federal realiza os depósitos.

O Senado aprovou a permanência da renúncia fiscal da Lei de Incentivo ao Esporte, aguardando sanção do presidente Lula. A medida pode fortalecer projetos esportivos e aumentar investimentos no setor.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tornou obrigatória a assistência jurídica da Defensoria Pública para mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo representação automática no processo. Essa decisão, que amplia a proteção já prevista na Lei Maria da Penha, assegura que as vítimas tenham apoio legal desde a abertura do processo, sem depender de iniciativa própria. A medida também se aplica a casos de feminicídio, permitindo que a família da vítima seja representada no tribunal do júri. A defensora Thais Lima destacou que essa mudança é histórica e essencial para garantir os direitos das mulheres em situações de violência.

Defensoria Pública de São Paulo recomenda afastamento da equipe de segurança do shopping Pátio Higienópolis após casos de racismo contra jovens negros. Ação busca reparação e evento sobre direitos.